Há uma coisa que tenho vindo a reparar, sempre que alguma
moçoila tira a roupa a troco de dinheiro, vêm invariavelmente dizer: Os
meus pais adoraram a produção.
Primeiro, é sempre uma produção. Como se fosse algo elaboradíssimo.
Não xuxas, é base para corpo, uns candeeiros, a Almerinda a tratar do cabelo&maquilhage e provavelmente um senhor com desvios sexuais a fotografar-vos sob o melhor prisma que apelará às actividades onanísticas dos homens/mulheres e depois um trabalhinho do designer no Photoshop.
Segundo, tendo em conta que criamos os nossos filhos para serem um bocadinho melhores do que venderem o corpinho por uns trocos, custa-me a perceber que algum pai/mãe venha dizer que adorou ver o seu filho/a nu. Talvez adorassem...no conforto do lar e quando ele/ela tinha 2 anos. (Pelo menos qualquer pai mentalmente saudável e equilibrado).
Terceiro, sinto sempre que dizem isto para se sentirem menos reles. Mais aceites socialmente.
Vamos lá a ver uma coisa, eu sou adepta do "o que é bom é para se ver", mas também acho que há contextos e contextos. Uma revista como a Playboy, a Penthouse, a Playgirl (só para não dizerem que não dou outros exemplos) ou algo do género, são icónicas, que são, mas não deixam de espelhar a realidade: são pessoas que se vendem.
Claro que a malta agradece, é sempre bom ver algo que apela ao olho (e não só) e, nesse aspecto, ainda bem que há quem se chegue à frente. O que me irrita é a posterior a conversa de santa/santo do pau-oco, como se fossem todos uns cordeirinhos do senhor, como se mostrar o pipi fosse igual a ir comprar ameixas ao Sr. Alfredo.
Ou bem que admitem que as coisas são o que são, ou bem que ficam caladinhos, que é o melhor que fazem.
Primeiro, é sempre uma produção. Como se fosse algo elaboradíssimo.
Não xuxas, é base para corpo, uns candeeiros, a Almerinda a tratar do cabelo&maquilhage e provavelmente um senhor com desvios sexuais a fotografar-vos sob o melhor prisma que apelará às actividades onanísticas dos homens/mulheres e depois um trabalhinho do designer no Photoshop.
Segundo, tendo em conta que criamos os nossos filhos para serem um bocadinho melhores do que venderem o corpinho por uns trocos, custa-me a perceber que algum pai/mãe venha dizer que adorou ver o seu filho/a nu. Talvez adorassem...no conforto do lar e quando ele/ela tinha 2 anos. (Pelo menos qualquer pai mentalmente saudável e equilibrado).
Terceiro, sinto sempre que dizem isto para se sentirem menos reles. Mais aceites socialmente.
Vamos lá a ver uma coisa, eu sou adepta do "o que é bom é para se ver", mas também acho que há contextos e contextos. Uma revista como a Playboy, a Penthouse, a Playgirl (só para não dizerem que não dou outros exemplos) ou algo do género, são icónicas, que são, mas não deixam de espelhar a realidade: são pessoas que se vendem.
Claro que a malta agradece, é sempre bom ver algo que apela ao olho (e não só) e, nesse aspecto, ainda bem que há quem se chegue à frente. O que me irrita é a posterior a conversa de santa/santo do pau-oco, como se fossem todos uns cordeirinhos do senhor, como se mostrar o pipi fosse igual a ir comprar ameixas ao Sr. Alfredo.
Ou bem que admitem que as coisas são o que são, ou bem que ficam caladinhos, que é o melhor que fazem.

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